Entrevista com Karina Oliani, médica, aventureira, viajante e voluntária!

November 10, 2017 3:05 pm

A Volunteer Vacations tem a honra de contar com parceiros incríveis e ilustres, que além de serem incríveis no que fazem, são pessoas de coração aberto, prontas pra sempre irem atrás dos lugares que precisam de voluntários, pra chegar lá e fazer a diferença. Uma dessas enormes parcerias que temos é com a nossa queridíssima KARINA OLIANI! Ela é desses espíritos inquietos que procuram fazer do mundo um lugar melhor no dia a dia! E pra isso, Karina é hoje médica, apresentadora, palestrante, viajante, alpinista, produtora e voluntária! Se não tiver mais coisa… Karina já esteve com a VV no Sertão do Piauí mais de uma vez pra realizar a Expedição Médica VV Dharma por lá e já atendeu milhares de pessoas, tratou, deu carinho, deu óculos, ouviu, aconselhou, fez de tudo. Fez a diferença.

No meio dessa rotina de tantas coisas, Karina tirou um tempinho pra conversar com a gente e contar um pouco dela, de voluntariado e também buscou inspirar mais gente a percorrer um caminho parecido, sempre buscando o bem. Veja abaixo como rolou esse papo incrível com essa maravilhosa!

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Oi, Karina, tudo bem? Você é médica, a primeira especialista do Brasil em resgate em medicina de áreas remotas, é produtora, apresentadora, palestrante, atleta, viajante… Acho que dá pra dizer que há aí uma espécie de inquietude né? Dá pra gente começar falando sobre como isso tudo começou, de onde saiu a vontade de fazer tanta coisa?

Meus pais contam que desde pequena eu já tinha essa personalidade “superativa”. Enquanto minhas irmãs brincavam dentro da casinha, eu estava escalando o telhado da casinha das bonecas!!! Sempre tive energia de sobra. É uma coisa que vem de dentro e que acredito que já nasceu comigo. Amo me sentir desafiada e motivada a sair com frequência da minha zona de conforto.

No meio disso tudo você ainda arranja tempo pra, entre uma aventura extrema e outra, ajudar as pessoas, como o trabalho que você faz com a VV, por exemplo. Qual a importância disso na sua vida, de onde surgiu a vontade de ajudar e como isso faz parte do teu dia a dia atualmente?

Desde antes de ter me formado em Medicina em 2007, pelo menos uma vez por ano viajo para algum canto do mundo onde eu possa doar meu trabalho médico para pessoas que realmente precisam. Isso é algo que me traz uma alegria real, uma satisfação verdadeira. Poder contribuir e ser útil faz isso com as pessoas. Atualmente dedico uns 4 meses do ano para ajudar as pessoas e isso só tende a aumentar…

Em 2014 conheci a Mariana Serra, fundadora da VV, em um almoço em São Paulo. Falamos de projetos sociais e a Mariana deu a ideia de fazer a 1ª Semana Médica VV comigo na coordenação médica. Era um desafio enorme, por isso aceitei na hora! Optamos por viajar para algum local inóspito, de difícil acesso e que não tivesse acesso à medicina.

Depois, em 2015, eu e o diretor de arte Andrei Polessi, idealizamos o Projeto Dharma que surgiu através de um site de financiamento coletivo onde levantamos fundos para publicar um livro de fotos da Índia e Nepal. O projeto arrecadou mais de US$15 mil para construção de uma escola que beneficiaria as crianças vítimas do terremoto no Vale de Pattle no Nepal.

Em 2016 escolhemos o sertão do Piauí por se tratar de uma das regiões mais carentes do nosso país. Um dos lugares de maior seca e escassez que já vi, mas em compensação com pessoas muito hopitaleiras, fortes e resilientes.

Hoje sou vice-presidente do Instituto Dharma, que realiza projetos em prol dos povos que mais precisam de ajuda e não me vejo fazendo outra coisa, se não doando um pouco do meu tempo para ajudá-los.
Sertão e as Expedições Médicas VV-Dharma. O que você sente e o que dá pra pensar sobre essas expedições importantes, onde vamos a lugares extremos dentro do nosso próprio país, vendo uma realidade tão difícil e mesmo assim vendo um povo tão bom e um grupo de pessoas tão incrível disposto a tudo pelo bem do próximo? O que o Sertão te faz sentir?

O Sertão mostrou que ajudar os outros faz mais bem para a gente do que para quem está sendo ajudado. É a lei do retorno. Se todo mundo tratasse os outros como gostaria de ser tratado e fizesse, mesmo que fosse uma pequena parte, esse mundo seria muito, muito melhor!

E coordenar esse time incrivel de pessoas , dispostas a sair da sua zona de conforto para ajudar o próximo, só me faz acreditar ainda mais na humanidade e recuperar a esperanca.

Que lindo, Karina! Você tem algum recado final pra chamar a galera pra tirar mais férias voluntárias?

Trabalho voluntário é devolver um pouquinho de tudo de bom que recebemos do mundo. Nao fique esperando o governo, a iniciativa publica, faca a sua parte e tenha certeza que vai melhorar. Imagine so se cada um fizesse um pouquinho?

Posso listar aqui inúmeras vantagens sobre dedicar seu tempo ao próximo, mas só quem um dia já fez esse tipo de trabalho, consegue compreender o que eu estou falando e sentir essa sensação de plenitude que transborda quando faz algo assim!