20 DE JUNHO, DIA MUNDIAL DO REFUGIADO

June 21, 2014 12:28 am

refugiados

Mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo vivem como refugiados. Por uma realidade longe de conflitos, essas pessoas perderam parentes, passaram fome e sede em busca de abrigo em outros países. No entanto, foram reprimidas pela sociedade que as acolheram e o que encontraram foram situações tão miseráveis quanto as que deixaram para trás. O que lhes resta de esperança para sobreviver são as ajudas humanitárias que encontram nos acampamentos. Nós possuímos projetos sociais com crianças, homens e mulheres em países que abrigam 4 dos 13 maiores campos de refugiados do mundo. Mas para contribuir na vida dessas pessoas nós precisamos de voluntários, é graças aos seus esforços que conseguimos causar bons impactos nessas sociedades.

 


Países onde a VV está presente e que contém os maiores campos de refugiados do mundo:

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QUÊNIA:

  • Campo de Dadaab:

É um complexo de cinco campos de refugiados, ocupando uma área total de 50 km² em um raio de aproximadamente 18 km da cidade de Dadaab, nordeste do país, próximo à fronteira com a Somália. Fundado em 1991, ele abriga mais de 400 mil pessoas que fugiram de conflitos na África Oriental e principalmente da guerra civil na Somália. Seus refugiados possuem taxas alarmantes de desnutrição.

  • Campo de Kakuma:

Localizado no noroeste do país, próximo à fronteira com o Sudão do Sul, o campo abriga mais de 100 mil somalianos e sudaneses que fugiram das guerras e condições precárias em seus países de origem.  Kakuma é uma palavra suaíli para “lugar nenhum”, fazendo jus ao isolamento da área, que existe desde 1992.

Projetos da VV no país: Seja voluntário em um orfanato OU na favela kibera

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TANZÂNIA:

  • Campo deNyarugusu:

No distrito de Kasulu, noroeste do país, próximo à fronteira com Burundi, foi criada esse campo para abrigar congoleses que fugiram da guerra civil no país. Criado no fim da década de 1990, hoje ele abriga mais de 60 mil refugiados.

Projeto da VV no país: Seja voluntário em uma escola local

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ÍNDIA:

  • Campos de Tamil Nadu:

Um complexo com 112 campos, no sudeste do país, abriga refugiados da guerra no Sri Lanka, onde guerrilheiros de uma minoria étnica lutam pelo separatismo há mais de quinze anos. Os campos abrigam mais de 65 mil refugiados, mas mesmo assim ainda há mais 34 mil cingaleses vivendo fora do complexo.

Projeto da VV no país: Seja voluntário em um projeto que resgata homens, mulheres e crianças de rua

Jogada Social

June 11, 2014 11:26 pm

A menos de um dia para o início da Copa do Mundo, nós da VV fomos influenciados pelo espírito futebolístico do evento. Nesse clima, resolvemos preparar uma série de mini reportagens apresentando projetos ao redor do mundo que visam promover mudanças sociais através do futebol.  Saindo um pouco do mundo das cifras milionárias e das questões técnicas, vamos procurar mostrar como o esporte pode sim mudar vidas, e que as jogadas do futebol podem realizar gols até mesmo fora de campo.


Jogada #1

Considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo, o brasileiro Miguel Nicolelis é reconhecido por pesquisas que visam integrar o cérebro humano a máquinas. Ele lidera o projeto Andar de Novo (formado por 156 cientistas), que construiu próteses especiais para pessoas com paralisia corporal, possibilitando o movimento de suas pernas e braços.

Você deve estar se perguntando: “Ok, e o que isso tem a ver com futebol? ”. Apesar de não possuir o esporte em sua concepção, o projeto Andar de Novo será o responsável pelo primeiro chute da Copa do Mundo de 2014. Visando mostrar o desenvolvimento científico e tecnológico do país, Nicolelis sugeriu ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a ideia de oferecer à uma criança paralítica, a oportunidade de chutar uma bola em pleno campeonato mundial. Antes do jogo rolar entre Brasil x Croácia, um paciente irá se levantar de uma cadeira de rodas e caminhar por 25 metros no campo, vestindo o exoesqueleto (prótese robótica controlada por impulsos nervosos), para dar o primeiro pontapé da Copa.

Uma jogada pra lá de social que com certeza influenciará a vida de muitas pessoas, realizando sonhos e mantendo a esperança daqueles que um dia pensaram que nunca mais marcariam um gol.


Jogada #2

Acreditando que o futebol possa ser uma extensão das salas de aula, onde suas meninas possam aprender a serem competitivas, ganhando autoconfiança e adquirindo as características necessárias para se tornarem as verdadeiras líderes que elas nasceram para se tornar, o SEGway Project visa construir uma nova geração de poderosas mulheres.  Quebrando as barreiras do gênero, o projeto capta doações para patrocinar meninas do Nepal, Quênia e do Camboja – regiões onde as mulheres costumam se casar antes dos 15 anos e são submetidas a tarefas do lar, além de sofrerem abusos e não possuírem um grande acesso a educação. O patrocíonio oferece todo do equipamento de futebol , transporte, alimentação e intercâmbio com jogadoras profissionais dos EUA.

A universidade americana University of Notre Dame é quem dá o suporte para o projeto, já que foi Lindsay Brown, uma de suas alunas, quem deu forças para a realização do mesmo.

Assista ao vídeo onde Lindsay fala sobre o projeto

O SEGway Project realizado no Quênia é oferecido em Kibera, segunda maior favela do mundo e local onde você também pode conhecer e ajudar junto com a VV! Lá eles fundaram o Kibera Girls Soccer Academy (KGSA), onde já possuem quatro times femininos de futebol. As meninas que participam deste projeto em Kibera variam de 10-18 anos.

Você pode assistir o TEDx sobre o KGSA, para se informar melhor. Mas só pelo o que a gente contou aqui já deu para perceber que o projeto é uma das melhores jogadas futebolísticas já feitas, não? Ele conseguiu provar que as mulheres podem desempenhar  funções de ambos os gêneros, que o esporte não se restringe apenas ao homens e ainda oferecer uma educação de qualidade às meninas que vivem em regiões de extrema pobreza, garantindo-as um futuro melhor.


 Jogada #3

Também na África, o Dream Fields Project capta recursos para levar o futebol até as Townships1  e as escolas rurais da África do Sul. O projeto viabiliza a construção e reparação de campos de futebol, a entrega de todos equipamentos necessários para a prática do esporte à escolas – que são responsáveis pelos times -, e organizam eventos para a competição entre os beneficiados. Tudo isso com base na crença que o futebol é um esporte coletivo e que a coletividade constrói escolas melhores. Crença que vem se comprovando nas mais de 26 mil escolas contempladas com o projeto no país.

Querendo conhecer melhor o projeto, visite seu site ou então encomende uma viagem com a gente para a África do Sul 😉

1 As Townships são regiões subdesenvolvidas da África do Sul, que durante o Apartheid eram reservadas aos não brancos. Elas foram construídas na periferia das cidades.

Jogada #4

O time de futebol baiano Esporte Clube Vitória realizou uma grande campanha para a doação de sangue, no ano passado.  Entitulada “Meu sangue é rubro-negro”, o clube retirou todas as listras vermelhas de seu uniforme e as substituiu por brancas. Ao longo de dez partidas as listras brancas, foram sendo substituídas novamente , uma a uma, pela cor vermelha à medida que as doações de sangue ao Hemoba-Hemocentro da Bahia aumentavam.

A ação, que também contou com comerciais na mídia, fazia um pedido aos torcedores do time: “O Vitória sempre deu o sangue por você, chegou a hora de retribuir.”. Torcedores de outros clubes também se sensibilizaram com a causa, o que gerou um aumento de 46% nas doações de sangue.

Todos os jogadores e membros do clube deram um show dentro e fora de campo, sendo a campanha ganhadora de vários prêmios.

Amor Incondicional

May 20, 2014 1:17 am

https://www.youtube.com/watch?v=X2lXzYk1HEg

Own!!! Vocês viram esse lindo vídeo que circulou semana passada aqui na internet?

Um filhote de elefante foi encontrado por funcionários de diferentes ONGs, ao lado do corpo de sua mãe. Com uma torção intestinal que gerou uma grande infecção, ela acabou morrendo, mas o elefantinho não quis abandonar seu corpo, o que comoveu bastante os ativistas.

Abandonado, o filhote acabaria morrendo sem os cuidados maternos. Por isso, uma grande equipe trabalhou durante a noite para retirar o filhote do local, no Quênia. Não querendo sair de jeito algum do lado de sua mãe, o pequeno elefante teve que ser tranquilizado e assim encaminhado para um orfanato de elefantes.

No orfanato, o elefantinho que chegou desidratado, foi recebido com água e leite, além da companhia de outros 30 elefantes!

Está ai a maior prova que esses animais também precisam ser cuidados com muito amor e carinho 😉


Quer ajudar outros elefantes como esse da notícia acima? Leia nossa matéria sobre os orfanatos na Tailândia!

 

VV na Tailândia

May 2, 2014 10:14 pm

tailandia

Mais um relato impressionante da nossa CEO, Mariana Serra. Dessa vez, ela nos contou o que aprendeu cuidando de elefantes na Tailândia!

A Mari está trabalhando em uma ONG, fundada em 1995 por uma mulher, onde hoje em dia, o lugar parece mais um “santuário” para elefantes que são resgatados das ruas ou dos Mahouts, hoje são 38 ao todo. Mahouts é nome que se dá para os domadores de elefantes, que os “educam” para que turistas possam subir em cima deles e passearem pelas florestas.

Vocês sabiam que para serem “educados”, esses animais passam dias sofrendo? Alguns ficam cegos, outros têm seus ossos quebrados… Eles são machucados para aprenderem a respeitar e obedecer as ordens de seus Mahouts, que usam um pequeno pedeço de madeira com um prego afiado em sua ponta para domarem os elefantes.

A pele desse animal é grossa sim, mas são sensíveis, eles sentem a dor. Ainda mais devido ao fato de o agredirem nos locais mais sensíveis de seu corpo; perto de suas orelhas. É um processo muito agressivo. Esses animais que sofrem ficam traumatizados, com infecções crônicas e até viciados em drogas, devido ao fato de seus domadores os drogarem com Anfetamina. Substância capaz de estimular o sistema nervoso central, provocando o aumento das capacidades físicas e psíquicas a Anfetamina é usada para que eles possam fazer horas e horas de passeios turísticos. E não acaba por ai, isso acaba acarretando graves problemas ortopédicos, por causa da sobrecarga de peso.

O que ainda é pior do que isso tudo, é o fato dessa atividade ser legal no país, o governo libera esse tipo de atividade e de tratamento aos animais. Nessa situação, a ONG que a Mari está voluntariando procura fazer um trabalho de conscientização, mostrando que se é para continuar com esse tipo de turismo, os governantes precisam construir locais onde os elefantes possam viver livremente, sem correntes, sem carregarem pessoas ou serem domados e também mostrando uma forma de educar esses animais sem o uso da violência.

As pessoas podem estar em contato com esses seres lindos e encantadores que são os elefantes, mas não precisam montar neles. A diferença no dorso de um elefante que carrega turistas é visível, a coluna do animal fica com um trauma. Nessa ONG, os voluntários e as pessoas que apenas a visitam podem cuidar deles dando banho e comida, além de observá-los.

Segundo a Mari, “não existe nada mais lindo do que ver uma família de elefantes juntos, tomando banho, comendo… A mãe, sempre super protetora, cuidando do seu bebê!”. Existem diferentes formas de fazer passeios turísticos, que tal optar pela maneira mais consciente?

 

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VV na Índia

April 28, 2014 11:46 pm



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Notícias da nossa CEO, Mariana Serra, direto da Índia! Ela está em uma viagem para a Índia e a Tailândia, com o objetivo de ampliar cada vez mais nossa área de atuação e garantir credibilidade à ela.

Ela contou que, depois de visitar e ter reuniões com vários representantes de ONGs e diversos projetos incríveis, resolveu dedicar alguns dias para trabalhar em um projeto específico. Essa ONG onde ela está baseada foi fundada por um homem chamado Ravi. “Um ser iluminado!”, segundo a Mari.

Depois de ganhar muito dinheiro no mundo dos negócios, Ravi resolveu investir tudo na construção desse lindo projeto que trata da recuperação de idosos e crianças abandonados na rua. Na Índia, muitas pessoas com problemas psiquiátricos, mentais, são abandonadas (literalmente jogadas) na rua. Com investimento de seu próprio bolso, Ravi conseguiu montar um espaço enorme com computadores, salas de aula, parquinho para crianças…. Onde dava um alento para essas pessoas mais necessitadas da Índia.

Acontece que, recentemente, a sede do projeto pegou fogo. Eles perderam tudo. Pior do que isso, muitas das pessoas atendidas pela ONG ficaram gravemente feridas. Então, o trabalho que a Mari tem realizado por lá é de extrema emergência. Basicamente, Mari e sua mãe, Lúcia (que tem conhecimento profissional de enfermagem), compraram luvas, máscaras, remédios e estão prestando os primeiros socorros para atendentes e atendidos da fundação de Ravi.

Apesar de difícil e cansativo, esse trabalho têm sido extremamente importante para a população local. “São pessoas com graves ferimentos ainda muito recentes. E, ao mesmo tempo, crianças que precisam de seus cuidados diários e ajuda psicológica. Além de muito carinho nesse momento trágico!”, contou a Mari por WhatsApp.

O mais impressionante disso tudo, foi o relato que a Mari deu sobre a hospitalidade do povo. Mesmo com tantas problemas, todos abrem suas casas para elas e as famílias oferecem jantares, presentes e sua força de trabalho para ajudar, também! Uma grande lição de vida para elas e para nós.

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Short-term volunteering

April 24, 2014 12:24 am

Chegando para as aulas. Caraíva, Bahia.

Texto: Joana Junqueira 

Existem algumas pessoas que não perdem uma oportunidade de fazer as malas e sair por aí! Há coisa melhor? – Bom, na minha opinião, viajar é uma das melhores coisas do mundo.  Mas, muitas vezes, essas pessoas voltam de suas experiências mundo a fora da mesma maneira que embarcaram. Sem saber a história do povo local, sem ter noção dos problemas que o país enfrenta ou até mesmo sem ter tido uma boa conversa com um local. Essas pessoas não fizeram nada além do percurso hotel – ponto turístico – compras. Não que isso não seja divertido ou relaxante, mas vamos combinar é bem pouco enriquecedor e, quase sempre, um desperdício.

É digno e um tanto respeitoso, como turista, querer conhecer as raízes do local que você visita, e também seus conflitos diários. Muitas vezes viajamos para poder esquecer nossos problemas ou para fugir do caos que é o onde vivemos. Então, esquecemos que o lugar que estamos visitando também possui seu caos, seus problemas e aflições. Muitas vezes em número bem maior que nossa terra natal! Vale sempre lembrar que aquele lugar que para nós é apenas um destino de férias é o local de moradia dos outros.

Vejo turistas na cidade onde moro visitando pontos turísticos sem saber que bem ao lado destes existem pessoas sem saneamento básico, tendo de lidar com a violência em seu dia-a-dia e trabalhando arduamente para conseguir um salário que na maioria das vezes não basta para seu sustento. Talvez eles até tenham o conhecimento disso, mas suas operadoras de turismo não incentivam visitas a esses lugares. Muitas vezes até fazem questão de esconder sua existência.  Não incentivam um turismo consciente.

O turismo consciente procura mostrar aos viajantes o quão importantes eles são para uma sociedade enquanto visitantes e como eles podem mudar a realidade dos locais que visitam. Ao viajar para um país você pode impactar as comunidades locais, deixar contribuições que vão além de pegadas e também levar com você grandes ensinamentos – além de belas fotos. É muito prazeroso poder criar relações com os locais. Eles te proporcionam experiências culturais que você jamais teria conhecido e, ao mesmo tempo, você está demonstrando respeito e interesse real em suas histórias e cultura. O turismo consciente faz crescer a economia local e ajuda diretamente no desenvolvimento das sociedades.

O turista deve (ou deveria) ter curiosidade, preocupação e atenção com as comunidades, as pessoas e o meio-ambiente de seu destino, valorizando todo e qualquer tipo de diversidade e se preocupando com o impacto de cada ação sua. Nada impede que você faça aquele tradicional percurso citado no início do texto, ou de visitar praias paradisíacas para relaxar após um longo período de trabalho. Mas porque não fazer os dois?

E uma das melhores maneiras de conciliar Férias Tradicionais + Turismo Consciente é o short-term volunteering.

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Fazer o bem não importa a quem

March 31, 2014 3:48 pm

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Texto: Joana Junqueira

Lendo alguns artigos, me deparei com uns argumentos alegando que muitas vezes o turismo voluntário pode fazer mais mal do que bem a população local. Quem defende essa teoria, geralmente usa como exemplo o ato de “pintar uma parede”: ao pintar uma parede de uma comunidade carente o voluntário não está ajudando o povo local, mas apenas esfriando a economia, uma vez que essa parede poderia ser pintada por moradores que seriam remunerados por isso.

Bom, primeiro que é ingênuo acreditar que um grande número de voluntários está disposto a largar sua vida para se dedicar exclusivamente a uma causa ou comunidade qualquer. Segundo, que é igualmente utópico exigir que um voluntário de curto prazo apareça com uma fórmula inovadora para erradicar a fome, pobreza ou outras mazelas que afligem nosso mundo. A maior parte dos voluntários, e felizmente esse número de abnegados vem aumentando significativamente, só pode ou quer dedicar uma parte de seu tempo a atividades humanitárias ou sociais. A realidade é essa. Ponto. Por falta de uma analogia melhor, a mágica é transformar esses ovos em uma omelete!

Sim, a crítica do trabalho voluntário competindo com a iniciativa local procede. E essa é uma questão muito debatida em lugares como a Etiópia, por exemplo. Por isso, devemos ser extremante criteriosos em relação à organização que vamos ajudar e que tipo de trabalho vamos desenvolver. E a Volunteer Vacations foi criada justamente com essa preocupação no seu DNA.  Ao mesmo tempo, essa omelete citada no parágrafo anterior pode se transformar em uma refeição gourmet de fazer inveja aos melhores pratos da culinária mundial!

Uma experiência de trabalho voluntário pode acrescentar ao voluntário, à comunidade local e ao mundo em que vivemos de diversas maneiras e muito mais do que apenas o resultado do trabalho em si. Relacionando-se com a população local, interagindo com a cultura, convivendo e entendendo outra realidade… Ou seja: é preciso estar ali e viver a experiência para mudar algo. E o trabalho voluntário é o catalisador de tudo isso!

As vezes, simplesmente levando um pouco de sua cultura, um voluntário pode ser capaz de ensinar uma técnica desconhecida para aquele povo, ajudando-os a resolver pequenos problemas que fazem grande diferença em seu dia-a-dia. Um grande exemplo disso ocorreu na viagem de uma das voluntárias da VV no Quênia. As mulheres que cuidavam de um orfanato utilizavam a mesma mamadeira para mais de uma criança. Ato que, aqui no Brasil, temos a noção de que pode acarretar na propagação de doenças de uma criança para a outra. Nossa voluntária as alertou e elas começaram a definir uma mamadeira para cada criança.

Levando um pouco de carisma e carinho, um voluntário com certeza irá fazer o dia de uma pessoa feliz. E isso pode ser uma grande diferença!Não importa se é uma criança que não tem com quem brincar ou se é um idoso que não tem alguém para conversar. Desde que o  voluntário esteja disposto a fazer o bem, ele estará cumprindo um imenso favor ao desenvolvimento de comunidades carentes, onde na maior parte das vezes sua população só está acostumada a lidar com conflitos, corrupção, violência ou miséria. Carinho, consideração e gentileza podem ser apenas o que faltava para auxiliar no processo de aprendizado e formação de um jovem ou criança.

O turismo voluntário, mesmo que a curto prazo, faz certas pessoas saírem de suas zonas de conforto, conhecendo não apenas os cartões postais das cidades que visitam, mas sua verdadeira cultura, seus problemas, e as raízes de sua população. E, invariavelmente, as torna mais conectadas ao foco de seu trabalho. E por um período muito maior do que a experiência vivida.

É difícil que um voluntário possa realmente fazer mal a um povo. Talvez ele não tenha a capacidade ou oportunidade de erradicar um problema endêmico, salvar vidas ou transformar a realidade de um país. Mas desde que ele tenha algo de bom a compartilhar, seu esforço terá valido à pena. Basta procurar algo em si que saiba fazer bem, que conheça bem, e se relacionar com uma ONG que tenha um trabalho confiável e respeitado, que está tudo certo. Fazer o bem faz bem, não importa a quem.

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Quem se voluntaria? E por quê?

March 18, 2014 6:10 pm

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  Texto: Joana Junqueira

As principais barreiras encontradas por pessoas que pensam em realizar trabalhos voluntários são: a falta de tempo disponível (82%), as burocracias (49%), as preocupações com a falta de credibilidade das organizações e os riscos envolvidos (47%), a falta de informação sobre como realizar um trabalho voluntário (39%) e o pensamento de que não possuem as características ou experiências adequadas para se voluntariar (39%). Essas questões acabam gerando grande dificuldade para o desenvolvimento e a expansão de uma a cada cinco ONGs pelo mundo.

O trabalho voluntário tem sido visto como uma grande oportunidade de desenvolvimento tanto pessoal quanto profissional. Um total de 87% dos empregadores considera que a participação em um trabalho voluntário pode ter um efeito positivo no desenvolvimento profissional de uma pessoa. Isso ocorre porque quando um profissional se envolve em um trabalho voluntário, fora da área em que costuma atuar, ele acaba por desempenhar funções pessoalmente incomuns, desenvolvendo habilidades que não são estimuladas em seu ambiente profissional, tornando-se um profissional preparado para enfrentar impasses diários. Apenas no período de 2007 a 2008, dois milhões de ingleses realizaram trabalhos voluntários em programas que receberam incentivos de seus empregadores.

Deixando o lado profissional de lado, o trabalho voluntário faz bem para a saúde! Fazer o bem tem sim o poder de curar certos males. Sabendo que tem algo a contribuir, as pessoas se sentem úteis e valorizadas, melhorando a autoestima e consequentemente a saúde mental. O trabalho voluntário é um passatempo que permite às pessoas fazerem novas amizades, se manterem ativas, desenvolverem suas habilidades e adquirirem novos conhecimentos. Segundo voluntários, a satisfação em ver resultados é um dos maiores benefícios de seu trabalho (97%), seguido pelo fato de gostarem do que fazem (96%), de ser uma realização pessoal (88%), de fazerem novas amizades e conhecerem pessoas (86%) e de realizarem algo que fazem bem (83%).

Sendo assim, as desculpas para não se voluntariar podem ser deixadas de lado. Desde que goste de estar em contato com diferentes pessoas e que tenha vontade de ajudar, disposição e comprometimento, qualquer pessoa pode ser um voluntário. Conciliando o tempo livre com algo que lhe traga bem estar pessoal, é fácil encontrar uma atividade voluntária para ser realizada. Para isso, basta recorrer a uma fonte confiável que lhe informará o que é preciso para se colocar à disposição da sociedade.

 

Os dados presentes neste texto foram retirados de pesquisas feitas pela agência Institute for Volunteering Research, do Reino Unido, membro do NCVO (National Council for Voluntary Organisations). A pesquisa completa pode ser encontrada no site http://www.ivr.org.uk/ivr-volunteering-stats

 

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Como achar Férias Voluntárias que funcionem de verdade

March 13, 2014 9:56 pm

Originalmente postado em CNN.com

The idea of volunteering away from home seems like a win-win to many travelers: a way to experience and help another community at the same time. But without a solid, well-designed program and reasonable expectations, volunteer travel can do more harm than good.

Showing up in parts unknown, hoping to make a big difference in a small amount of time, is likely to leave travelers and hosts disappointed.

“You’re not going to change the world in a week or two. You’re not going to eradicate poverty in a village. You’re not going to teach a kid how to read,” said Doug Cutchins, a former Peace Corps volunteer and co-author of “Volunteer Vacations: Short-term Adventures That Will Benefit You and Others.”

The key to having a positive impact in a short amount of time is realizing that your efforts are part of a process, Cutchins said. Results are subtle and come about slowly through a long line of volunteers.

“Development is a tricky process, and as Americans we are very, very product-oriented,” he said.

He’s concerned with what he calls “development by monument,” where volunteers want a completed building or another physical representation of their volunteer efforts to answer the inevitable “what did you accomplish?” question from friends and family at home.

“That’s one of the first questions you’re going to get asked, and it’s hard sometimes for people to say, ‘well, I was kind of part of a process, and we engaged in cultural exchange.’ But that’s really the very best way to do it,” Cutchins said.

Daniela Papi agrees. She is one of the founders of PEPY, a non-governmental organization dedicated to educational development in rural Cambodia. PEPY Tours hosts learning trips that help fund the group’s projects.

The organization has gone from referring to those trips as “voluntourism” to calling them “edu-tourism” or “educational adventures.”

“The number one thing that’s going to happen is that you are going to have a new perspective on your country, on your life, on your choices and how they affect the world, on what it means to live in whatever country that is,” Papi said.

The 10 days or so spent traveling and learning would ideally inform participants’ choices and outlook at home, where they will have the largest impact, Papi said.

Teaching English and construction projects are the most common types of voluntourism projects Papi sees in her region. Travelers involved in a construction voluntourism project should ask the operator and organizations involved about the plans for the structure when the volunteers go home, she cautions. Who is going to take care of it, who will work in it, how will they be trained, and who will fund the training?

A poorly constructed school without trained teachers isn’t likely to have the benefits volunteers envision. And in the case of teaching English, who will teach the children when there are no volunteers, and what effect does a revolving-door model of teaching have on kids?

Successful projects start with the needs of the community, voluntourism organizers say.

“We don’t go in and say, ‘this is what your problem is, and this is how we’re going to fix it,’ ” said Catherine McMillan, a spokeswoman for Globe Aware, a nonprofit that develops short-term volunteer programs.

Members of the community should be involved in identifying and addressing areas where partner organizations can help.

The organization you’re working with should have a strong and ongoing relationship with the community, local non-governmental organizations and project leaders on the ground.

“It’s a complicated kind of tourism, because you don’t want to send folks and do something and then not have, not measure the consequences of that action in the long term,” said Erica Harms, director of the Tourism Sustainability Council, an initiative involving the United Nations and travel partners.

Travelers should ask about the program’s history and its involvement with NGOs or other organizations. Find out where the funding is coming from and where it is being allocated. Ask about how the project is supported over time and how the community was involved in its development, Harms said.

And keep in mind that organizing volunteers to help support these efforts is not free. There are costs associated with housing and feeding volunteers, with transporting them locally, with training them and establishing a system of working that allows visitors to contribute for a short period.

Most of Globe Aware’s programs require a contribution fee of approximately $1,200 per week, which does not include airfare. PEPY Tours cost $500 to $700 a week, plus a fundraising or donation minimum of $500 for individuals.

PEPY Tours participants are giving back mostly through their financial support — which is what will keep the education projects running, Papi said. But visitors can see where their money is going and may have an opportunity to get physically involved.

Cutchins says reputable organizations will be up-front about costs, what is included and where your money will be spent.

Globe Aware‘s McMillan recommends looking up nonprofits on Guidestar.org, which compiles tax forms from nonprofits, to see how operators are spending. It’s also a good idea to contact past volunteers or people who are familiar with the organization’s work on site.

Travelers should be realistic about what would make for a positive experience and select opportunities that fit their skills and interests.

“I think there are very few people who would make really bad volunteers. … It’s really about matching the right person with the right opportunity,” Cutchins said.

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Trabalho voluntário faz bem para a saúde!

February 13, 2014 9:10 pm


Fonte: http://www.huffingtonpost.com/hilary-young/benefits-of-volunteering_b_4151540.html?ncid=edlinkusaolp00000003

It’s one of the first lessons we learn as children — “sharing means caring.” We might not understand why we have to share at first, especially when there are younger siblings involved, but as we grow into adulthood, sharing becomes an essential part of your social and career success.

So does it come as a surprise to learn that research now proves that sharing your time with others for a good cause can improve your overall happiness and mental well-being? It turns out that Baby Boomers give more total dollars to charities than any other generation. According to Forbes, Boomers are responsible for 34 percent of all charitable donations, which amounts to nearly $61.9 billion every year.

And according to the data collected by Volunteering In America, Boomers spent about 3.6 million hours volunteering for organizations or causes they are passionate about.

These generous Boomers seem to have tapped into volunteerism at an opportune time; two new studies have recently confirmed that there are significant health benefits to giving back.

UnitedHealth Group commissioned a national survey of 3,351 adults and found that the overwhelming majority of participants reported feeling mentally and physically healthier after a volunteer experience.

For those of us who have spent time giving back to the community or helping further a cause we believe in, you might recognize many of the above findings to be correct. It doesn’t seem far-fetched to think that helping others can provide you with a sense of connection, pride, and perspective. But did you know that it can also help you live longer?

Researchers at the University of Exeter Medical School in the south of England analyzed data from 40 published studies and found evidence that volunteers had a 20 percent lower risk of death than their peers who do not volunteer. The study also found that volunteers had lower levels of depression, increased life satisfaction and enhanced well-being.

Dr. Suzanne Richards, who lead the team of researchers at Exeter, said that more testing on this subject is necessary in order to find out whether or not biological, cultural, and social factors are associated with a willingness to volunteer in the first place, as they are often associated with better health.

“The challenge now is to encourage people from more diverse backgrounds to take up volunteering, and then to measure whether improvements arise for them,” she said.

 

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