Silvia Castro, o voluntariado unido à paixão pelas câmeras

March 16, 2017 6:18 pm

Meu nome é Sílvia Castro, tenho 34 anos e sou formada em Publicidade e Propaganda. Trabalhei durante cinco anos como redatora em agências de publicidade em BH, até me mudar para o Rio de Janeiro. Lá, eu trabalhei durante oito anos na TV Globo com roteiro, direção e edição e fiquei apaixonada por essa área. Ir até lugares que eu nunca iria e conhecer pessoas que nossos caminhos dificilmente se cruzariam, se não fosse o meu trabalho, me deixou muito encantada.

Em 2015 eu retornei a BH com toda minha família e, apesar de ter sido uma decisão acertada, foi muito difícil. Fiquei por um tempo focada em questões familiares, cuidando dos filhos ainda muito pequenos, mas sempre pensando em formas de voltar ao mercado de trabalho, sem abandonar os vídeos que eu tanto gosto de criar e produzir. Num momento de busca por algo que me desse uma chacoalhada, que fosse realmente transformador, não só para mim, mas para os outros, eu descobri a VV na internet. Comecei a acompanhar e logo anunciaram uma viagem para o sertão do Piauí, em Acauã. Senti na hora que aquele convite era para mim e não hesitei em ir. E propus que fizesse não só as missões de voluntariado, mas que fosse gravando também, produzindo assim um documentário.

E eu estava certa. Foi uma viagem transformadora, onde eu ajudei muito, mas certamente fui a mais ajudada. Me reencontrei, me reconectei, experimentei novas facetas que eu ainda estava descobrindo que tinha e a vivência com os outros voluntários foi algo extremamente enriquecedor. Conviver com tantas pessoas diferentes, com faixas etárias diversas, profissões distintas e todos com o mesmo propósito foi muito inédito e marcante.

Produzir e editar meu documentário de Acauã foi muito prazeroso. Fiz tudo com muito cuidado, com muito amor e até hoje me emociono quando revejo pela milésima vez! Claro que cometi alguns erros técnicos, foi minha primeira experiência como videomaker, mas que deixou um baita de um gostinho de quero mais. E logo veio a próxima oportunidade: Haiti. Sempre me sensibilizei muito com a situação social dos haitianos e o quanto ela foi agravada com o terremoto (2010) e o furacão (2016). Quando vi a possibilidade de ir, já visualizei mais um lindo documentário que poderia ser produzido. E corri muito atrás para que isso se tornasse possível. Busquei várias empresas propondo parcerias, patrocínios, apoios, mas o prazo era muito curto. Foi aí que resolvi fazer um crowdfunding e consegui arrecadar a quantia necessária para viajar.

A notícia do financiamento coletivo chegou até o Atlético Mineiro, o Galo, e eles me deram 50 chuteiras para eu levar como doação ao time Pérolas Negras. E mais uma vez vivenciei momentos únicos na minha vida. Mais uma vez o grupo de voluntários foi sensacional, as ações propostas foram muito impactantes e a mais beneficiada certamente fui eu.

Procurei não cometer os mesmos erros do documentário de Acauã, adquiri outra câmera para melhorar a qualidade da imagem e o resultado ficou ainda melhor que o do Sertão. Produzi também um vídeo exclusivo para o Galo divulgar a doação que foi feita e o retorno foi super positivo.

E agora vem aí o Líbano. O destino por si só já me conquistou, mas a proposta que a VV elaborou para os voluntários foi de uma sensibilidade tão grande que comecei a criar o roteiro de gravação no mesmo dia. Procurando sempre evoluir profissionalmente e produzir conteúdos de melhor qualidade, tanto pela narrativa quanto imagens, estou contando com a parceria de uma grande amiga e roteirista Claudia Thevenet e o super e importantíssimo apoio da produtora Base #1 na pós-produção.

Participar de viagens de voluntariado aliado ao meu trabalho de videomaker é tudo o que eu quero fazer. Foi a junção perfeita da satisfação pessoal com a profissional. Seja ao lado da minha casa, em outro estado, em outro país.

Aonde o meu coração balançar e eu sentir que devo ir, farei de tudo para estar lá com uma câmera na mão, dando voz a quem tanto precisa falar e exibindo o que muitos precisam ver.

Os refugiados e o Turismo de Empatia de Talita Ribeiro

March 10, 2017 1:07 pm

Viajar para entender a realidade pelos olhos de quem vive uma determinada realidade no dia-a-dia. Estar perto das pessoas, ouvir delas como elas enxergam aquela situação. Saber como as pessoas que sofrem as consequências de uma determinada situação se sentem. E, ainda que não seja o principal foco, dar dicas turísticas.


É assim que Talita Ribeiro explica o conceito do Turismo de Empatia, nome de sua série de livros que começou com o “Refugiados no Oriente Médio”. O primeiro livro da série conta a experiência da autora em sua viagem para a Jordânia em novembro de 2015, para conhecer projetos que atendiam refugiados. Diante de tudo que viu, Talita ficou tocada pela situação e decidiu não apenas escrever os livros, mas também doar todo o lucro que a obra lhe rende ao projeto da Família Aziz. “A família Aziz me fez querer entender o que é a situação de refúgio”, explica Talita.

A autora conversou com a VV e contou como foi sua viagem, o que chamou sua atenção e quais são os seus planos pra continuar fazendo a diferença para os refugiados.


VV: Talita, como surgiu o Turismo de Empatia?

Talita: Em novembro de 2015, em meio à crise de refugiados, eu decidi ir pra Jordânia e Iraque pra ver como era a situação de perto. Pra entender. Quis atender projetos que atendiam refugiados. Isso inclusive foi o que me aproximou da VV porque eu pedi informações antes de viajar pro André (Fran, cofundador da VV). Quando eu cheguei na Jordânia, conheci a Família Aziz e quis muito ajudar. Eles me fizeram querer entender o que é a situação de refúgio, a situação daquelas pessoas.

Depois de um mês com as pessoas, conhecendo as histórias, os campos de refugiados, eu decidi ajudar. Escrevi o livro, fiz um financiamento coletivo e lancei de forma independente. Todo o lucro da venda foi enviado pra Família Aziz, e continua sendo enviado mesmo depois que o livro está saindo pela editora (Enkla). Até agora mais de 30 mil reais foram arrecadados e enviados.

E você sentiu nas pessoas a diferença que fez, pôde ter esse contato e ver isso?

Eu voltei na Jordânia em maio de 2016. Não pude ir ao Iraque por conta do acirramento do conflito com o Estado Islâmico. Mas na Jordânia o que eu vi foi incrível. Muitas pessoas foram lá e também decidiram doar, ajudar, depois de ler. E com o que arrecadamos, a família Aziz fez uma escolinha! Eu fiquei muito emocionada. Foi o melhor investimento da minha vida! Aquelas crianças não iam à escola há mais de dois anos e eles fizeram essa escolinha. Foi muito impactante ver no que o dinheiro se transformou, parte do nosso trabalho. No Iraque eu vi as fotos. O dinheiro serviu pra patrocinar dois times de futebol de crianças refugiadas. Elas puderam participar de um campeonato de futebol e um dos times foi campeão. Foi muito legal ver as crianças tendo a sensação de conquistar algo depois de perder tudo.

Quais os próximos passos do Turismo de Empatia?

O primeiro livro da série foi esse o “Refugiados no Oriente Médio”. Agora eu estou escrevendo um outro livro mas não é dessa série. É sobre crianças em situação de refúgio, um livro infantil. Porque de tudo, o que mais me impressionou e chamou atenção foi isso: a situação das crianças. Imagina a criança não ter o que fazer, como aprender, não ter como brincar. Isso é o que me choca mais. Pra continuar a série eu pretendo ir pra África e também focar nas crianças, mais pro fim do ano.

Ir pra África em um dos projetos da VV? 

É com certeza uma das minhas opções. Fazer a diferença junto com a VV, quem sabe na África também?

Moonlight traz luz à consciência dos questões sociorraciais

March 3, 2017 2:43 pm

 

Confesso que nunca fui muito fã de cinema. Até consigo perceber sua importância e função nos filmes que retratam a história, ou em documentários. Entendo também sua função em entreter as pessoas, mas dificilmente sentia-me entretida no cinema.

Moonlight: divulgação

E eu sabia o motivo. Algumas vezes pensava que tinha como esquecê-lo, mas era só assistir algum filme e estava ali explícito para mim: dificilmente eu via pessoas pretas nas telas. Parecia que cinema era coisa de pessoa branca. Até nos filmes históricos, a retratação embranquecia os personagens. Às vezes, apareciam uns atores pretos, mas geralmente eram personagens estereotipadoso escravo, a doméstica, o pivete, o traficante, o “nigga” bem dotado que gosta da loirinha ou algo do tipo. Dificilmente eu assistia a algum enredo que retratasse de forma natural a pessoa preta.

A premiação do Oscar para mim também nunca havia feito sentido algum. Era sempre aquele desfile nos fazendo crer que não havia bons atores ou diretores pretos. Às vezes aparecia um ou outro, mas geralmente o Oscar, o cinema e a teledramaturgia sempre foram meios quase que restritos aos brancos. E mais que isso, essas grandes indústrias, cinematográfica e teledramaturga, muitas vezes foram ferramentas para reforçar estereótipos e padrões e legitimar uma estrutura sociorracial desigual.

Mas por menos otimistas que possamos ser, parece que realmente algo está mudando. Pois bem, acordei na segunda, dia 27 e logo li que o Oscar havia tido uma noite histórica, pois um filme de produção independente, de orçamento baixíssimo, com um diretor preto, elenco preto, retratando a vida de pretos de forma naturalizada em vez de estereotipada, como usualmente ocorre, havia vencido a categoria de melhor filme. Moonlight  era o nome do filme. Tive que voltar ao cinema depois de quase três anos para conferir um filme que me representa e acredito.

Saí do filme bastante sensibilizada. Não é um filme só sobre racismo, nem só sobre homofobia, (apesar de retratar de forma bastante sensível e natural a jornada de libertação homossexual e todas as dificuldades encontradas nesse caminho) é um filme sobre a grande maioria da população preta. É claro, é impossível retratar a realidade de um preto sem associar o racismo sofrido no dia a dia, mas a temática central vai além. É sobre a vida do preto gay periférico e a forma como sua vida é conduzida.

É extremamente diferente se libertar gay no ambiente da periferia, onde a violência masculina impera, assim como a construção deturpada da masculinidade. Um ambiente em que a sexualidade tende a desenvolver-se bem cedo, onde as pessoas estão mais vulneráveis a construções sociais deturpadas. Onde os homens vivem sob uma pressão muito grande de ter de ser alguém nascendo ninguém, e o caminho da violência e do tráfico demonstram ser a alternativa e oportunidade mais viável.

Um ambiente em que muito comumente as mulheres são abandonadas por seus parceiros e tem de criar seus filhos sozinhas, onde dificilmente a criança convive com a figura paterna e cresce sem referência masculina positiva. Um lugar hostil o suficiente para a droga ser mais do que para diversão, e sim para anestesiar a vida.

É nesse ambiente que a maioria da população preta nasce e convive, e é esse ambiente que é retratado no filme.  O personagem principal é um preto gay periférico, filho só da mãe que é dependente química. O filme retrata com bastante sensibilidade e fidelidade as dificuldades cotidianas que atingem grande parte da população. Moonlight traz luz à consciência dos problemas sociorraciais.

Minha irmã me disse que não gostou, pois achou muito triste. “Filme de preto é sempre triste”, disse ela. Eu respondi que é a realidade da maioria e o que me encantava no filme e me trazia esperança é que essa triste realidade está sendo explicitada para todo o mundo. E o melhor de tudo, está sendo contada por pessoas que viveram essa triste realidade. Aí é que está a sensibilidade e a verdade dessa história. O diretor morou na região onde se passa o filme, na premiação disse que estava querendo representar sua comunidade e o fez da melhor maneira possível.

Quando imaginaríamos que um jovem da periferia conseguiria gritar sua triste realidade assim para o mundo inteiro ouvir atentamente? Quando imaginaríamos que isso renderia prêmios em vez de censura?

É alguém vindo da periferia mostrando a dura realidade. 

É impossível discordar da minha irmã, realmente o filme é triste. Mas é essa a realidade e ela precisa ser mostrada a todos. Isso para mim é arte, vai além do entretenimento. Não é um filme para divertir e sim para trazer consciência. Moonlight me deu a esperança de que o cinema pode e deve ser utilizado para aproximar realidades e assim contribuir para um desenvolvimento mais igualitário.  Essa vitória na maior premiação do cinema mundial sem dúvidas é um marco de um momento um pouco melhor em que vivemos.

Manoela Gonçalves

RUAS – Ronda Urbana de Amigos Solidários

February 23, 2017 5:19 pm

Por Manoela Gonçalves

Outro dia estava eu andando em Copacabana e reparando a quantidade de moradores de rua por lá. Lembrei que quando me mudei para o Rio, essa foi uma das coisas que mais me chocou. Parecia que eu estava no purgatório ao ver aquele pessoal penando pelas ruas. Alguns eu já até conhecia pela fisionomia (tem um que mora na Miguel Lemos e que sempre cumprimento). Eu já sabia em que rua cada um “morava”, apesar deles estarem sempre se mudando. E percebi que eu não possuía nenhum tipo de relacionamento com esses meus vizinhos. Eu, que cresci brincando com meus vizinhos, que sou super a favor da política de boa vizinhança, que vivia reclamando que nenhuma coroa do meu prédio simpatizava comigo (meus planos de ganhar feijão das boas velhinhas nunca se concretizavam)… não tinha nenhuma simpatia por esses meus vizinhos.

Na hora fiquei um pouco envergonhada de mim mesma, por ter sido preconceituosa, ter tido medo, e principalmente e consequentemente, de não ter conseguido, em quatro anos, ajudar efetivamente nenhum deles. Já dei casaco, cobertor, mas nunca parei para conversar ou ouvir a história de algum deles. Logo eu, que também adoro “assuntar”.

Decidi que isso não iria acontecer novamente.

foto: Bruno Alves/RUAS

Na próxima oportunidade eu seria mais solidária com essas pessoas. Mas, caramba, também não são pessoas que estou acostumada a lidar. Qual seria a abordagem correta? Será que iriam me roubar, só estariam interessados no dinheiro? E se quiserem minha amizade, devem ser muito problemáticos? Quem seriam essas pessoas? Eu sabia que não era assim, que não podia simplesmente chegar sozinha e abordando meus vizinhos desafortunados simplesmente com políticas de boa vizinhança.

Então, lembrei da Luise, uma amiga que coordena o projeto Ronda Urbana de Amigos Solidários- RUAS! Acho que de repente seria isso! Encontrar amigos que estivessem com uma mesma intenção de se aproximar dessas pessoas invisíveis, que só conseguem se fazer visíveis quando estão nos “incomodando”.

Pedi para que ela me incluísse em uma de suas rondas e lá fui eu! Antes da ronda, os amigos solidários nos orientam sobre como agir. Eles passam muita informação interessante, mas a que mais me chamou atenção, e que ficou na minha cabeça a noite toda, foi a de ser sincera. É fundamental levar o que você tem em você para o lugar e para seu interlocutor. Ser sincera. E é impressionante como a sinceridade contagia! E, assim, os moradores de rua corresponderam com muita sinceridade. Eles sabem exatamente os motivos por que estão ali. São pessoas como todos nós: possuem seus defeitos, foram muito exigidos da vida, entraram por caminhos errados, muitas vezes sem volta ou simplesmente viram a vida naturalmente lhes levando para essa situação. A droga é um anestésico muito comum para quem está na rua e, muitas vezes, o motivo pelo qual a pessoa chegou a esse ponto. Mas nem todos usam drogas. Todos têm muita fé, mesmo os mais agressivos. Uns nos viam como missionários apesar do projeto não ter qualquer vínculo religioso. No final, um dos mais arredios puxou um “Pai nosso”. O nome de Deus acalma. Olhar nos olhos também. Por dentro dos olhos todos eram bons.

Não dá para generalizar, cada um ali tinha a sua história. Têm os que nunca trabalharam, existem os que trabalham até hoje mas não tem onde morar.  Um deles era de Belo Horizonte, que vendia doce em tudo quanto é lugar. Eu mesma já tinha comprado uma paçoquinha com ele. Outro já tinha sido feirante até pouco tempo. Teve um que me contou que era muito talentoso, fazia sandálias pra vender, já tinha vendido muito na praia, mas agora não tinha dinheiro nem para comprar o material para produzir novas sandálias. Tinha fé que a ajuda chegaria logo menos.

Cheguei em casa já de madrugada depois de um dia cansativo, mas não conseguia dormir. Estava com muita energia. Com muita coisa boa dentro de mim. Antes de sair para a ronda, os amigos solidários me perguntaram porque que eu estava ali. Eu respondi que tinha coisa boa dentro de mim e que queria passar adiante. Terminei a ronda com mais coisa boa ainda! É impressionante como aquelas pessoas possuem uma sabedoria de vida. Não proposital. E de repente eles nem saibam que a possuem, mas eles tinham muitas coisas boas para passar. Apesar de tudo, eles agradeciam por tudo o que a vida lhes proporcionou, como o nosso encontro. Eles, com tudo que a vida lhes reservou, eram agradecidos à vida.

Acho que essa é a maior sabedoria. Vendo ali de perto tantas histórias fortes, era impossível não ficar agradecido também. É muito bom não ter motivo pessoal significativo para reclamar. E é muito bom saber que mesmo as pessoas que vivem na miséria podem ser tocadas pelo poder do amor.

André Fran, o novo ENVIADO ESPECIAL #VV

February 22, 2017 4:35 pm

André Fran e a #VV pelo mundo!

Nosso co-fundador, VP de comunicações, apresentador, escritor e palestrante agora será também um correspondente especial da #VV! O Fran já viajou por dezenas de países e leva o perfil da #VV, de ajudar o próximo e enriquecer a própria experiência de vida como filosofia pessoal. Em sua nova coluna especial exclusiva para a Volunteer Vacations, ele vai visitar, conhecer e apresentar projetos, pessoas, ONGs, iniciativas que façam a diferença no mundo em que vivemos. Tudo a ver com a VV! E sua primeira empreitada não podia ser mais grandiosa: a sede da ONU em NY!

Mesmo estando nos EUA de férias com a família, após gravar seu famoso programa “Que Mundo É Esse?”, Fran visitou a sede da Organização das Nações Unidas, a principal entidade do mundo no que tange qualquer assunto humanitário. E se tem ação humanitária, tem a ver com a VV. O relato de estreia dele é contando um pouco do legado brasileiro na ONU.

Fran contou que graças a uma amiga que trabalha com a missão brasileira na organização, teve acesso a um tour especial e super exclusivo. Conheceu diversos salões importantes, os auditórios que vemos tantas vezes na TV e os ambientes exclusivos onde decisões de impacto mundial são tomadas. E pode aprender vários detalhes específicos sobre a participação do Brasil junto a entidade.

“Somos um dos poucos países que se relaciona com todos os demais membros da instituição, uma das missões mais respeitadas, que participou de mais de 30 operações de paz. Além disso, somos o principal agente em uma das mais reconhecidas e complicadas missões da organização até hoje: Haiti -MINUSTAH. Temos representações nas 4 sedes oficiais, diplomatas reconhecidos, respeitados e idolatrados, como o finado Sergio Vieira de Mello. Isso é só um pouco do Brasil na ONU, onde a missão de nosso país é considerada um modelo e exemplo a ser seguido (ou pelo menos era até recentemente. Mas, enfim…). Uma pena que esse reconhecimento não seja mais valorizado em nosso próprio país.”

Além da ONU, a nossa #VV também está no Haiti junto com o Brasil, sabia?

Vem com a #VV enriquecer esse legado tão importante do nosso país?

Para ser voluntário no Haiti, escreva para: vv@volunteervacations.com.br.

#VolunteerVacations #Voluntourism #Travel #Humanitary

Joyz, um “like” pode fazer a diferença

February 16, 2017 6:21 pm

A Volunteer Vacations tem como principal objetivo fazer diferença na vida das pessoas. Temos diversas parcerias com ONGs ao redor do mundo que buscam esse objetivo. E a VV também não está sozinha no mundo virtual! Uma das empresas que apareceu recentemente e com uma proposta incrível foi a Joyz. 

Equipe Joyz

Em parceria com a Aioria, foi criado o app Joyz, que transforma simples likes em doações de verdade para as ONGs ou causas que o usuário se afeiçoar e desejar ajudar. Com menos de 6 meses de funcionamento, o Joyz já conseguiu auxiliar ações incríveis como cirurgias, abrigos animais, moradia e afins.

Na última semana Diandra Pugliero e Juliana Ferreira, do Joyz, conversaram com a gente aqui da VV e contaram pra gente muito desse app incrível, onde o importante é espalhar o bem de forma simples e efetiva.

Como surgiu a ideia do Joyz e como ele foi posto em prática?

O Joyz foi criado dentro da Aioria. A ideia era dar valor ao like. Mas vimos que esse tipo de atitude ajuda mesmo quem precisa. Então, há 4 meses reformulamos ele pra ser algo mais ligado a filantropia. O público queria que ajudássemos as pessoas com doações. Chegamos ao Joyz de hoje, que é autossustentável e existe pra ajudar os usuários e suas campanhas. Sempre víamos nas redes sociais as pessoas pedindo ajuda pras suas causas e conseguindo muitos likes, muito engajamento, mas nem sempre isso se convertia em doações reais, muito por conta da burocracia. O Joyz simplifica isso tudo, sem necessidade de transferência bancária e afins.

E nesses 4 meses o Joyz já conseguiu ajudar muita gente?

Sim, muitas! Foi muito gratificante pra gente poder ver isso. ONGs de cuidados animais, com campanhas que conseguiram adesão do público pelo nosso app, pais e mães que precisavam arrecadar dinheiro pra pagar uma cirurgia de um filho doente, organizações que já estão fazendo trabalhos sociais há anos… Ficamos muito felizes com o resultado, e pra nossa sorte, eles também. Já tem ONGs com a gente que atendem mais de 1300 pessoas. Nesse período foram mais de 40 mil reais arrecadados em doações.

Joyz e VV… Que tal essa parceria?

Conhecemos a Mariana Serra e logo vimos o potencial da Volunteer Vacations de ajudar muita gente. Com a Joyz é possível fazer campanhas para ajudar as ONGs parceiras da VV, arrecadar doações para as ações que a VV faz, sejam médicas, reconstrução civil. Podemos também fazer campanhas que ajudam os #VoluntáriosVV, diminuir custos.


Joyz print

O papo com a Joyz foi muito legal e nossa parceria sai em breve… O Joyz é como se fosse o Instagram da filantropia. Você cria o seu perfil e pode doar e receber doações. Cada imagem é uma campanha e cada like uma doação. A moeda simbólica é o “joyz”, que vale US$0,10. O app faz com que cada engajamento seja real. Faz com que o like seja uma fonte não só de empatia, mas de impacto real nas campanhas.

Gostou? Curtiu o Joyz? Quer ajudar ou mesmo buscar ajuda pra sua campanha? Entra aqui e baixa o app e começa a usar. A #VV tá no Joyz com o perfil @VolunteerVac!

Missão VV no Sertão de Pernambuco

February 10, 2017 3:08 pm

Do dia 18 ao 22 de janeiro, fomos novamente para uma ação de impacto em Manarí, no Sertão de Pernambuco!
Dessa vez o objetivo principal da Missão foi fazer o cadastramento das crianças (e suas famílias) que são assistidas pela ONG e, como todas as ações com o Ciranda, incentivar a leitura entre os pequenos. Além disso, fomos com o intuito de trabalhar com as crianças suas identidades. Resgatar suas personalidades, seus desejos e mostrar que cada uma daquelas crianças poderá escrever e mudar sua história.

Iríamos atuar em três diferentes sítios ao longo desses três dias e, quanto mais crianças e famílias atingíssemos, mais impacto teria o nosso trabalho. A necessidade dessa missão veio para nós por conta de uma triste realidade que existe no sertão: muitas crianças não sabem seus nomes e idades, não sabem os nomes dos irmãos e nem mesmo a série em que estão na escola.

Além dessas questões serem de entendimento básico de cada um, a última vez em que o Ciranda levou as crianças para um passeio, uma delas se machucou e, ao chegar no hospital, não sabia seu nome e nem idade. Por todas essas questões a serem trabalhadas, juntamos um grupo de doze voluntários para que fossem junto conosco realizar essa incrível missão!

Nos encontramos no aeroporto no dia 18, quarta-feira, e lá já veio a primeira surpresa: o Augusto, amigo e parceiro do Ciranda Sertaneja, iria nos acompanhar nessa viagem. O Augusto-Amigo (brincadeira carinhosa que fizemos no primeiro dia de viagem: cada pessoa tinha que falar seu nome e um adjetivo com a primeira letra do seu nome), trabalha com recreação e desenvolvimento de crianças. Ele foi essencial para quebrarmos o gelo com os pequenos ao chegarmos aos sítios (lugar de atuação) e também para a integração dos voluntários entre si e com o novo ambiente!

Saímos do aeroporto ao meio dia rumo à Manarí e chegamos na pousada por volta das 19h30. Cada um foi alocado em seu quarto e logo depois nos encontramos para jantar e batemos o primeiro papo: é muito importante que façamos uma segunda capacitação com nossos voluntários. Falamos sobre a programação dos próximos dias, como será nossa atuação, pedimos para que todos se apresentem e falem um pouco mais sobre suas expectativas com a viagem e o propósito de estarem ali. Depois, hora de descansar porque o dia seguinte começaria cedo!

Nos três dias seguintes, sairíamos às 8h da pousada em direção aos sítios. As mesmas atividades foram repetidas, já que cada dia seria em uma nova escola, com novas crianças e famílias.

Fizemos uma atividade “quebra gelo” com as crianças, diversas cantigas e brincadeiras em uma grande roda, todos juntos. Depois, era o momento de dividir os voluntários em dois times: enquanto um ficava fazendo o cadastro com as mães, os outros ficavam fazendo as atividades com as crianças.

A primeira atividade realizada com os pequenos era fazer uma moldura para que pudessem levar de recordação depois, com seus nomes e idade. Tomamos o cuidado de fazer com que cada criança escrevesse seu próprio nome, para que tomassem para si mesmos a própria identidade. Cada plaquinha era personalizada pelas crianças com ajuda dos nossos #voluntariosvv e, no final tiramos foto de cada uma com sua placa, para anexar ao cadastro.

Samuel e nossa Voluntária VV Anielson, 10 anos

Logo depois, passávamos para a atividade da leitura de história. Cada voluntário ficava com um grupo de crianças e iniciava a leitura de um livro infantil. A ideia era que no final, cada criança pudesse contar um novo final, para associar e entender que cada uma pode criar a sua própria história de vida, o seu rumo.

Paralelo a isso, continuavam rolando os cadastros com as mães, responsáveis pelos pequenos. Nesse cadastro perguntávamos informações básicas como nome, idade, série, quantas pessoas moravam na mesma casa, renda familiar, tamanho de roupa, etc.

Por fim, levamos um grande pano de 2m de altura, para que cada criança deixasse sua marca registrada, através das suas mãos. Fizemos um lindo painel com as mãos de cada um, sempre explicando e tentando fazê-los entender o que aquilo representava de fato e o quanto a identidade de cada um é importante.

Foram três dias de muita troca entre os voluntários, professores, crianças e famílias. Foi impactante ver a felicidade de todos em se reconhecer em gestos tão pequenos. Conseguimos impactar mais de 250 crianças e cadastramos mais de 160 famílias.

Deixamos um legado verdadeiro, efetivo. Vimos a diferença daquelas crianças em se conhecer, em entender quem realmente são.

Foi lindo demais e logo estamos voltando pra lá com uma novidade linda demais! Guardem na agenda: julho é mês de Sertão com Ciranda Sertaneja!

 

O nosso muito obrigado a todos os voluntários que fizeram esse lindo trabalho, que acreditaram na VV e no Ciranda e que se entregaram de corpo e alma nesses dias tão intensos junto com a gente! Ao Augusto, à Thilaine e Talita, obrigado mais uma vez pela parceria e amizade!

 

Amor ou Marketing?

January 19, 2017 12:52 am

Não sabia exatamente o que queria fazer de faculdade, mas por pura intuição me inscrevi para o vestibular da ESPM- RJ. Não conhecia muito bem a instituição, mas tinha um cartaz deles na minha escola, achei as propostas interessantes e resolvi tentar.

Caí de paraquedas naquele lugar. Um ambiente onde as pessoas eram completamente diferentes de mim. Eu na verdade nem sabia muito bem o que era marketing, morei a vida inteira em cidade pequena onde as grandes as marcas não tem interesse de entrar. Mas o que mais chamou minha atenção foi que todos ali estavam empolgadíssimos com a faculdade. Todos amavam o marketing, achavam algo genial.

Os professores exibiam propagandas, ações e campanhas incríveis, o que encantava totalmente os alunos e os deixava cada vez com mais vontade de pertencer aquele universo grandioso e atrativo. Muitos sonhavam com grandes cargos em multinacionais, em campanhas grandiosas e contas ainda maiores.

O que mais me chamava atenção era a quantidade de dinheiro que as empresas destinavam ao marketing. As empresas acreditam realmente nessa ferramenta, eu pensava. Na verdade, não é um dinheiro gasto, mas dinheiro investido. Pois o retorno acontecia e nós estudantes víamos isso de perto e ficávamos cada vez mais motivados.

Assim como a maioria dos alunos do curso de Propaganda e Marketing, eu também passei a achar aquilo tudo genial. Os motivos em si nunca me empolgaram muito, mas o resultado obtido era algo realmente intrigante. Como essa ferramenta é capaz de envolver, engajar e influenciar o comportamento de milhões de pessoas.

Sempre me interessei por grandes líderes, por grandes movimentos e por atos grandiosos. Talvez por isso eu tenha sido atraída para a faculdade de marketing. Afinal, líderes são sempre ótimos “marqueteiros”.

No decorrer da faculdade, comecei a perceber que o marketing é um recurso muito mais antigo do que os nossos professores nos contavam ou que os livros registravam. O marketing existiu a partir do momento em que o ser humano resolveu promover e engajar diversas pessoas com uma ideia. Essa é a essência: promover uma ideia.
O marketing não é necessariamente algo empresarial, como se pensa normalmente. As empresas que se apropriaram dessa ferramenta, definiram um nome bem “marketeiro” para ela e passaram a utilizar em prol de objetivos lucrativos. Puro marketing!

O mais perigoso dessa apropriação empresarial da promoção de uma ideia foi justamente os fins serem apenas lucrativos. Uma pessoa disposta a promover uma ideia e engajar o maior número de pessoas faz isso motivado genuinamente pelo amor. O marketing, a vontade e o dom de promover algo em que se acredita muito, é (ou deveria ser) amor. Mas infelizmente na sociedade em que vivemos o amor é muitas vezes confundido com poder, posses, influência… dinheiro. E o marketing acabou sendo totalmente associado e utilizado para este fim. Ou alguém pensa em revoluções sociais, transformação econômica, ações humanitárias quando pensa em marketing? Não, a palavra geralmente traz a lembrança de promoções de produtos, venda de experiências vazias e ações com fins comerciais.

Eu, então completamente encantada pelo marketing e pela grandiosidade do movimento que ele podia provocar dentro de uma sociedade, não conseguia entender o porquê das empresas não o utilizarem para promover o bem estar social.

-Teria propaganda mais eficaz do que aquela que promove o bem estar social?

-Que pessoa consciente não adoraria aquela marca?

– Por que as marcas não assumem uma responsabilidade social e ao invés de investir milhões em propagandas não investem na sociedade?

-As empresas conseguem um retorno maior quando fidelizam seus clientes, e a melhor forma de fidelizá-los é gerando benefícios para eles. Então, por que não utilizar o marketing para gerar benefícios para a sociedade?
A resposta é muito simples: a maioria das marcas não amam seus clientes muito menos a sociedade como um todo. Vêem na sociedade apenas uma oportunidade de obter lucro, não pensam em melhorá-la. O mais assustador dessa relação marca/sociedade é que a sociedade ama as marcas. As pessoas vestem a camisa, se assumem consumidoras, mostram que as usam e ficam imensamente felizes por pertencer a alguma delas. Quanta insensibilidade das marcas: são amadas pela sociedade, mas não a ama de volta.

Se as marcas amassem a sociedade, elas pegariam todo esse dinheiro que gastam em inserções no horário nobre, ou em bilhões de panfletos, banners e outros materiais descartáveis e investiriam nela. Mas infelizmente elas em sua maioria não amam seus clientes, talvez porque as empresas se vêem como uma organização e não como um grupo de pessoas que possuem sentimentos.

Se houver amor, não é necessário esse marketing tradicional. Não é necessária uma estratégia para motivar os funcionários. Em um ambiente onde existe amor, os colaboradores estão cientes e dispostos a realizar da melhor maneira possível sua missão de atingir o propósito comum. Não é necessário um departamento de pesquisa para conhecer o público alvo. Uma empresa desenvolvida pelo amor, já conhece seu público, até porque só a criou para satisfazer, colaborar e interagir com esse público. Não é necessário gastar milhões de reais em propaganda. Uma empresa amorosa reverte seu dinheiro para a sociedade, que percebe o valor que a empresa tem e partilha com o ambiente em que vive. E isso se torna a melhor propaganda.

O grande problema das empresas, a nocividade que elas apresentaram ao longo dos anos, foi simplesmente pela falta de comprometimento social. As empresas precisam se comprometer com a sociedade. Se elas são as principais beneficiadas com esse tipo de sistema, elas precisam também ser as principais responsáveis pela promoção do bem estar social.

Por: Manoela

Novo destino VV: Chile!

January 6, 2017 1:58 pm

Oi gente, me chamo Soraya e sou uma brasileira que vive no Chile. Dai, queria perguntar para vocês… Qual a primeira coisa que te vem a cabeça quando pensa no Chile?

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Não sei se vocês sabem, mas o Chile é um país com muito a oferecer: da observação espacial no deserto mais árido do mundo, as florestas e lagos aos pés de vulcões, ilhas cheias de lendas, até as geleiras milenares nas áreas mais meridionais do planeta. Além de toda essa beleza natural, o Chile possui uma forte cultura indígena, com diversos povos originais no país.

É nesse país incrível, trabalhando com esse povo andino cheio de tradições, que a Volunteer Vacations inaugura mais um destino. E junto com a ONG na qual trabalho! A gente se encontra na região de Tarapacá, norte do Chile, e trabalhamos com desenvolvimento de comunidades locais. É uma região linda, única e especial! Você sai da praia e chega a 4 mil metros de altitude em poucas horas!

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O povo Aymara que habita essa região possui uma carência muito grande de pessoas mais jovens, pois muitos quando atingem a maioridade se mudam para as regiões urbanas em busca de melhores oportunidades. Assim, os povoados são compostos basicamente por pessoas idosas e crianças.

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Agora que já te situei, vou contar um pouquinho mais sobre o projeto! 🙂

A experiência voluntária aqui é legal porque permite várias atividades! Você irá vivenciar o dia a dia da comunidade, aprender a cozinhar a comida típica deles, ajudar no plantio e a coleta de quinoa e ervas medicinais e também poderá cuidar do gado – não imagine o gado que estamos acostumados, mas sim, as simpáticas llamas! Você também vai poder conhecer de perto as tradições locais: música, cultura, vestimenta… Imagina que legal aprender a tecer com as pessoas desse povoado. Muito importante (e gratificante, também) é a ajuda na construção dos tetos tradicionais de suas casas. Além disso, as crianças e os idosos estão loucos para aprender um pouco mais sobre outras culturas e também ensinar um pouco da deles. Uma troca sempre emocionante!

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Por fim, você ainda pode aproveitar pra conhecer as várias belezas naturais que cercam a região: Playa Cavancha, Osasis de Pica, Salar de Huasco, Vulcão Isluga… são algumas das atrações turísticas de Tarapacá. Dá um Google para ver que beleza!

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Bem, sou suspeita para falar sobre a região que me acolheu de braços abertos e tem me ensinado tanto todos os dias, mas só queria que vocês soubessem que nós da ONG e a comunidade Aymara estamos de braços abertos para receber os voluntários VV!

Um grande beijo, e nos vemos no Chile!

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Para se inscrever, é só clicar aqui e preencher o formulário 🙂

Voluntariado por Manoela Gonçalves

January 3, 2017 7:37 pm

Difícil falar sobre mim se tenho 23 anos e tudo que fiz foi me mudar de cidade para fazer uma faculdade de comunicação e publicidade. Muito difícil falar, já que depois que me formei fugi para o meio do mato e fiquei durante um ano refletindo sobre a vida. Como falar sobre mim mesma se eu ainda não me descobri? Como eu vou saber quem sou eu? Bom, o que eu sei é que a publicidade é uma importante ferramenta de transformação social, ainda que pouco usada para essa finalidade. Também sei que passo muito tempo pensando na vida, por isso resolvi escrever sobre ela e é isso que vou começar a fazer aqui no blog da VV. Nos encontramos de quinze em quinze dias para repensar um pouco essa vida.
E ah! Me chamo Manoela 🙂

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Trabalho voluntário
Não é sobre assistencialismo, é sobre interação e amor.

O trabalho voluntário é uma prática muito importante para o desenvolvimento social. É uma troca. Não existe maior beneficiado: quem está atuando se beneficia tanto quanto o que está sendo atendido. Uma troca. Social, de inclusão e interação entre mundos tão diferentes. De um lado, uma pessoa com uma condição confortável o suficiente que lhe permite ajudar o próximo. Do outro, alguém em uma situação preocupante a ponto de despertar em alguém o desejo de ajudá-la a melhorar.

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O trabalho social voluntário é um caminho para a união e para a paz social. Mundos opostos se unem com um objetivo em comum: o desenvolvimento social. Não é assistencialismo, é interação. É a demonstração de preocupação. É empatia. É tentar mostrar que, apesar de tudo, a indiferença é pequena frente ao amor. E que com esse sentimento é possível pelo menos tentar, de alguma forma, fazer a diferença.

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O voluntariado é o inicio de uma jornada de humanização. Ninguém permanece o mesmo após uma experiência de trabalho voluntário. E dificilmente é uma experiência isolada. Depois que essa jornada se inicia é muito difícil parar tamanha a transformação interior que o trabalho voluntário provoca em quem o realiza.
É fundamental que pessoas de diferentes classes estejam em constante interação. A grande magia do trabalho social voluntário está aí. No meio do processo já não da mais para saber quem está ajudando quem: voluntário e assistido se misturam. Todos se ajudam. Os atendidos possuem muita sabedoria de vida, possuem muitas coisas boas para ensinar e passar. Possuem a visão de uma realidade desconhecida para muitos. Eles também estão realizando uma importante função social ao receberem uma ajuda voluntária.

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Muita gente pensa que não tem coragem para realizar um trabalho social voluntário. Achaque não aguentaria se confrontar com realidades tão duras. Que ficaria triste. Confesso que não encontrei nenhum dado estatístico a respeito, mas não conheço ninguém que não tenha saído mais feliz após realizar uma experiência de voluntariado. A realidade material de muitas pessoas pode não ser a ideal. E isso pode ser sim algo difícil de encarar. Mas o que torna uma pessoa carente de verdade é a falta de amor. Quantas pessoas não conhecemos que extravasam alegria mesmo nas condições mais adversas? E quantos considerados bem-sucedidos vivem aflitos, cara fechada, dependente de anestésicos para suportar suas rotinas estressantes? Quem realiza um trabalho voluntário não acha que tem a resposta e solução para toda uma realidade complexa, injusta e cruel. Os voluntários são apenas pessoas cheias de amor. Só isso. São pessoas que acreditam na força desse sentimento e que buscam através dele fazer uma diferença positiva para o mundo e para si próprias.

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