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20 DE JUNHO, DIA MUNDIAL DO REFUGIADO

June 21, 2014 12:28 am

refugiados

Mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo vivem como refugiados. Por uma realidade longe de conflitos, essas pessoas perderam parentes, passaram fome e sede em busca de abrigo em outros países. No entanto, foram reprimidas pela sociedade que as acolheram e o que encontraram foram situações tão miseráveis quanto as que deixaram para trás. O que lhes resta de esperança para sobreviver são as ajudas humanitárias que encontram nos acampamentos. Nós possuímos projetos sociais com crianças, homens e mulheres em países que abrigam 4 dos 13 maiores campos de refugiados do mundo. Mas para contribuir na vida dessas pessoas nós precisamos de voluntários, é graças aos seus esforços que conseguimos causar bons impactos nessas sociedades.

 


Países onde a VV está presente e que contém os maiores campos de refugiados do mundo:

dadaab

QUÊNIA:

  • Campo de Dadaab:

É um complexo de cinco campos de refugiados, ocupando uma área total de 50 km² em um raio de aproximadamente 18 km da cidade de Dadaab, nordeste do país, próximo à fronteira com a Somália. Fundado em 1991, ele abriga mais de 400 mil pessoas que fugiram de conflitos na África Oriental e principalmente da guerra civil na Somália. Seus refugiados possuem taxas alarmantes de desnutrição.

  • Campo de Kakuma:

Localizado no noroeste do país, próximo à fronteira com o Sudão do Sul, o campo abriga mais de 100 mil somalianos e sudaneses que fugiram das guerras e condições precárias em seus países de origem.  Kakuma é uma palavra suaíli para “lugar nenhum”, fazendo jus ao isolamento da área, que existe desde 1992.

Projetos da VV no país: Seja voluntário em um orfanato OU na favela kibera

refugiadostanzania

TANZÂNIA:

  • Campo deNyarugusu:

No distrito de Kasulu, noroeste do país, próximo à fronteira com Burundi, foi criada esse campo para abrigar congoleses que fugiram da guerra civil no país. Criado no fim da década de 1990, hoje ele abriga mais de 60 mil refugiados.

Projeto da VV no país: Seja voluntário em uma escola local

refugiadosindia

ÍNDIA:

  • Campos de Tamil Nadu:

Um complexo com 112 campos, no sudeste do país, abriga refugiados da guerra no Sri Lanka, onde guerrilheiros de uma minoria étnica lutam pelo separatismo há mais de quinze anos. Os campos abrigam mais de 65 mil refugiados, mas mesmo assim ainda há mais 34 mil cingaleses vivendo fora do complexo.

Projeto da VV no país: Seja voluntário em um projeto que resgata homens, mulheres e crianças de rua

Jogada Social

June 11, 2014 11:26 pm

A menos de um dia para o início da Copa do Mundo, nós da VV fomos influenciados pelo espírito futebolístico do evento. Nesse clima, resolvemos preparar uma série de mini reportagens apresentando projetos ao redor do mundo que visam promover mudanças sociais através do futebol.  Saindo um pouco do mundo das cifras milionárias e das questões técnicas, vamos procurar mostrar como o esporte pode sim mudar vidas, e que as jogadas do futebol podem realizar gols até mesmo fora de campo.


Jogada #1

Considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo, o brasileiro Miguel Nicolelis é reconhecido por pesquisas que visam integrar o cérebro humano a máquinas. Ele lidera o projeto Andar de Novo (formado por 156 cientistas), que construiu próteses especiais para pessoas com paralisia corporal, possibilitando o movimento de suas pernas e braços.

Você deve estar se perguntando: “Ok, e o que isso tem a ver com futebol? ”. Apesar de não possuir o esporte em sua concepção, o projeto Andar de Novo será o responsável pelo primeiro chute da Copa do Mundo de 2014. Visando mostrar o desenvolvimento científico e tecnológico do país, Nicolelis sugeriu ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a ideia de oferecer à uma criança paralítica, a oportunidade de chutar uma bola em pleno campeonato mundial. Antes do jogo rolar entre Brasil x Croácia, um paciente irá se levantar de uma cadeira de rodas e caminhar por 25 metros no campo, vestindo o exoesqueleto (prótese robótica controlada por impulsos nervosos), para dar o primeiro pontapé da Copa.

Uma jogada pra lá de social que com certeza influenciará a vida de muitas pessoas, realizando sonhos e mantendo a esperança daqueles que um dia pensaram que nunca mais marcariam um gol.


Jogada #2

Acreditando que o futebol possa ser uma extensão das salas de aula, onde suas meninas possam aprender a serem competitivas, ganhando autoconfiança e adquirindo as características necessárias para se tornarem as verdadeiras líderes que elas nasceram para se tornar, o SEGway Project visa construir uma nova geração de poderosas mulheres.  Quebrando as barreiras do gênero, o projeto capta doações para patrocinar meninas do Nepal, Quênia e do Camboja – regiões onde as mulheres costumam se casar antes dos 15 anos e são submetidas a tarefas do lar, além de sofrerem abusos e não possuírem um grande acesso a educação. O patrocíonio oferece todo do equipamento de futebol , transporte, alimentação e intercâmbio com jogadoras profissionais dos EUA.

A universidade americana University of Notre Dame é quem dá o suporte para o projeto, já que foi Lindsay Brown, uma de suas alunas, quem deu forças para a realização do mesmo.

Assista ao vídeo onde Lindsay fala sobre o projeto

O SEGway Project realizado no Quênia é oferecido em Kibera, segunda maior favela do mundo e local onde você também pode conhecer e ajudar junto com a VV! Lá eles fundaram o Kibera Girls Soccer Academy (KGSA), onde já possuem quatro times femininos de futebol. As meninas que participam deste projeto em Kibera variam de 10-18 anos.

Você pode assistir o TEDx sobre o KGSA, para se informar melhor. Mas só pelo o que a gente contou aqui já deu para perceber que o projeto é uma das melhores jogadas futebolísticas já feitas, não? Ele conseguiu provar que as mulheres podem desempenhar  funções de ambos os gêneros, que o esporte não se restringe apenas ao homens e ainda oferecer uma educação de qualidade às meninas que vivem em regiões de extrema pobreza, garantindo-as um futuro melhor.


 Jogada #3

Também na África, o Dream Fields Project capta recursos para levar o futebol até as Townships1  e as escolas rurais da África do Sul. O projeto viabiliza a construção e reparação de campos de futebol, a entrega de todos equipamentos necessários para a prática do esporte à escolas – que são responsáveis pelos times -, e organizam eventos para a competição entre os beneficiados. Tudo isso com base na crença que o futebol é um esporte coletivo e que a coletividade constrói escolas melhores. Crença que vem se comprovando nas mais de 26 mil escolas contempladas com o projeto no país.

Querendo conhecer melhor o projeto, visite seu site ou então encomende uma viagem com a gente para a África do Sul 😉

1 As Townships são regiões subdesenvolvidas da África do Sul, que durante o Apartheid eram reservadas aos não brancos. Elas foram construídas na periferia das cidades.

Jogada #4

O time de futebol baiano Esporte Clube Vitória realizou uma grande campanha para a doação de sangue, no ano passado.  Entitulada “Meu sangue é rubro-negro”, o clube retirou todas as listras vermelhas de seu uniforme e as substituiu por brancas. Ao longo de dez partidas as listras brancas, foram sendo substituídas novamente , uma a uma, pela cor vermelha à medida que as doações de sangue ao Hemoba-Hemocentro da Bahia aumentavam.

A ação, que também contou com comerciais na mídia, fazia um pedido aos torcedores do time: “O Vitória sempre deu o sangue por você, chegou a hora de retribuir.”. Torcedores de outros clubes também se sensibilizaram com a causa, o que gerou um aumento de 46% nas doações de sangue.

Todos os jogadores e membros do clube deram um show dentro e fora de campo, sendo a campanha ganhadora de vários prêmios.